Especial Resenhas Fantásticas – Eriana

” – Porque as coisas têm de ser assim? – ela, sem forças, deixou que a foice caisse no chão, olhando desconsoladamente para céu notunro além da sacada. Porque, Gwyanna?
Mas não houve resposta, não desta vez.”  – Eriana, Filha da Morte e Vida

Após um dos lançamentos mais divertidos do ano, na minha humilde opinião, me vi com um exemplar de Eriana em mãos e as palavras “publicitárias” do seu autor, Marcelo Paschoalin, ainda em minha mente. Digo publicitárias não em um sentido negativo, mas, acredito que mesmo o mais cético, após uma conversa com o autor, também se sentira tentado a ler esse pocket book, lançado pela editora Literata, no final do mês de Julho. Prometia o autor, em suas parcas 134 páginas, mais uma aventura excitante no mesmo universo de A Última Dama de Fogo e, curioso como sou, acabei por encostar a minha leitura atual para dar preferência a essa pequena promessa que, devo dizer, não decepcionou.

Para todos aqueles acostumados com o estilo narrativo do autor, o livro é realmente um reencontro com um mundo de deuses e homens, ou no caso mulheres, onde praticamente tudo é possível. Para aqueles que ainda não conhecem as obras do autor, Eriana, filha da morte e vida, é uma ótima oportunidade para tomar contato com o estilo narrativo complexo e tão próprio do Marcelo.

Neste novo livro, ele nos brinda com uma aventura da sacerdotisa Eriana, devota da Deusa Gwyanna,  uma personagem misteriosa ( fico imaginando se esse mistério sobre a personagem é um gancho para futuros livros) que vive em uma noite uma história que testa sua fé na deusa, e acima de tudo em si mesma.

É difícil imaginar como em um livro tão diminuto possa trazer amizade, sacrifício, traição e tantas outras situações, mas, em Eriana, você encontrará isso e muito mais. Em uma comparação livre, chego até a dizer que me lembrou os filmes do Indiana Jones, onde o personagem passa por vários perigos em um só dia e no final ainda se dá bem e nos deixando sempre com a duvida de como e onde será sua próxima aventura.

Espero que essa história seja apenas a primeira de muitas com a sacerdotisa e que, com o tempo, o autor vá nos revelando as origens misteriosas dessa personagem e cada vez mais lugares de seu universo.
Bom, fico por aqui (antes que a resenha fique maior que o livro rsrsrs).

Abraços, Will.

Agenda – Final de Semana Fantástico

Oi pessoal!
Espero que estejam bem…

Já sabem da programação para esse final de semana?
Sexta, Sábado e Domingo tem FANTASTICON, e eu posso afirmar que este é o maior evento voltado para a literatura Fantástica de São Paulo, e porque não do Brasil?

“A idéia do Fantasticon é reunir pessoas interessadas em Literatura Fantástica (ficção científica, fantasia e horror) para que elas possam se encontrar, debater idéias, trocar informações, levantar tendências e se divertir.
A proposta é incentivar e enriquecer o estudo e o debate sobre o Fantástico no Brasil. Para isso, contaremos com palestras, mesas-redondas, oficinas, mostra de filmes, exposições, lançamentos, sessões de autógrafos e muita confraternização!”

Pra quem não sabe, o evento é uma realização da Biblioteca Pública Viriato Corrêa, do Sistema Municipal de Bibliotecas e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, o fundador e organizador é o queridíssimo Silvio Alexandre, que este ano está contando com a ajuda de dois membros daqui do Arena, aqui vai a equipe completa:
EQUIPE FANTASTICON

Silvio Alexandre
Bruno Cobbi
Claudia Fusco
Juliana Medeiros
Nathalia Feerique
Tiago Castro
Willian Ricciardi 

O evento também está contando com o apoio da Livraria Moonshadows e Naiade Viagens que está com promoções ótimas pra quem quer vir pra São Paulo especialmente para participar do evento! (Agora não tem desculpa)

BIBLIOTECA PÚBLICA VIRIATO CORRÊA
Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – SP. São Paulo

O Fantasticon esta crescendo cada vez mais, este ano poderemos aproveitar, assistir e participar de muitos Bate Papos e Palestras, encontrar escritores que conhecemos ou não, prestigiar os lançamentos e ás tarde de autógrafos além das celebrações e inaugurações de projetos nesse mundo fantástico, e para as crianças uma novidade Fantastiquinha “Cantando Histórias fantásticas”!

Lista de Lançamentos

Ou

Pra quem quer conferir a programação, dia á dia:

Pra saber um pouquinho mais sobre a edição passada é só clicar aqui!

Resultado da Promoção Goldshine!

Oi pessoal, enfim está sendo divulgado o resultado da promoção feita aqui no Arena em parceria com Leandro Reis!

O vencedor é: Marcelo Tenório (@Cookinhu)
Marcelo aguardamos seu retorno com as informações para envio, que será feito pelo próprio autor…

Obrigada a todos por participarem e nossos parabéns para o ganhador.
Agradeçomos também ao Leandro Reis pela parceria!

Uma boa noite

Avante Gladiadores
Nathalia F.

Especial Resenhas Fantásticas – Quase Inocentes

“Crianças e terror. Duas palavras dispares, mas eu combinam muito bem. Porque, quando justa postas, dão a garantia de emoções fortes, que nos atingem em um de nossas pontos mais vulneráveis: o fé absoluta que temos no inocência imaculada da tenra idade.
Garotos e garotas perdidos. Alminhas assassinas. Pequenos monstros que horrorizam e repugnam. Que ferem e matam.”
– Prefácio

Porque crianças nos assustam tanto quando o tema é Terror?

Posso não ter as respostas mais tenho uma dica para quem quiser se aprofundar mais nessa pesquisa macabra, Quase Inocentes nos trás contos onde a mente infantil guarda nossos piores pesadelos.

Cheguei a conclusão que não poderia deixar de citar os contos pois cada um a sua maneira nos trazem o terror em rostinhos angelicais, podemos começar com o titulo e o sentido literal dele:
– Em Dentinho (Georgette Silen), Criança Noturna (Giulia Moon), Caindo no Despertar (Suzy M. Hekamiah), Guardian Angel (Luciana Fáima) e Corações Negros (M.D. Amado) pode se esperar mais do que bondade em um rostinho bonitinho que em teoria te lembraria coisas boas, porém esse lado obscuro é inconsciente nas pequenas cabecinhas, pode se dizer até que é um mal inocente.
– Por outro lado temos Duas Crianças e Duas Chaves (Felipe Pierantoni), Vestido Cor de Rosa (Camila Fernandes) e O Grande Estopim para a Vida Criminosa de Alice Carmosim (Luisa Vianna) que narram a história de crianças que sentem um grande prazer ao praticar o mal, mesmo que esse mal tenha sido despertado por outra pessoa.
Outros contos, diferentes, vezes mexem com o humor como em O Presente de Berenice (Adriano Siqueira), ou com lendas a muito esquecidas – Revelação Kyngá (André Bozzetto Jr.). Outros mexem com sentimentos mais sérios como em Reversões (Andrés Carreiro Fumega) e Brincadeiras de Criança (Juliano Sasseron).

Sem deixar de citar, obviamente o prefácio de Martha Argel que dá um toque especial ao livro.
Extraneus 2 – Quase Inocentes demosntra as várias formas que o titulo pode ser empregado, e cabe a nós escolhermos aquelas histórias que nos deram mais arrepio…

Tomei a liberdade de fazer uma seleção dos contos que eu mais gostei:
– Criança Noturna
– A Revelação Kyngá
– O Presente de Berenice
– O Grande Estopim para a Vida Criminosa de Alice Carmosim
– Reversões
– Duas Crianças e Duas Chaves

Pra saber mais sobre os  outros volumes da Coleção Extraneus clique aqui.

Agosto Literário

Para os muitos que me perguntaram se o site estava abandonado e me cobraram posts, o motivo do Arena andar tão inativo não é mais um mistério, entretanto, para a maioria de vocês ainda devo uma explicação. O aparente sumiço dos gladiadores se deveu a problemas tecnicos que, até hoje, ainda não havia sido reparados. Isso nos custou quase 3 semanas de posts, mas de forma alguma tirou a nossa vitalidade. Existem diversos assuntos sobre os quais eu gostaria de falar no momento, mas sinto que primeiro devemos colocar em ordem os posts atrasados. Peço desculpas ao  amigo Marcelo Paschoalin, do Letra Impressa por falhar em dois posts do nosso projeto, mas eles serão devidamente colocados em dia, começando segunda feira! Quanto a essa semana, a ultima semana antes do maior evento da Li. Fan. Nacional – o Fantasticon – queremos postar varias resenhas já em atraso e lançar algumas promoções, portanto fiquem bem atentos aos nossos proximos posts. Tentaremos fazer dois por dia, mas não prometo nada…rs Por hora me contento em lançar o especial Resenhas Fantasticas, no qual as ultimas resenhas feitas ela equipe do Arena terão seu destaque merecido, entre elas, varias resenhas dos livros da nossa parceira Editora Estronho, além da resenha-promoção da antologia Asgard, e o mais novo romance lançado pelo Marcelo. E ai, prontos para começar?
Um grande abraço.
Will.

A Magia em Grinmelken

Espero que todos estejam bem!
Vim aqui, comunicar que hoje a noite encerra a promoção “Os Filhos de Galagah”, então se você ainda não ta participando tem algumas horas…

Além do comunicado, venho trazer mais uma parte do nosso especial de magia. O autor, Leandro Reis preparou pra gente uma matéria muito interessante falando da magia em seu mundo e como foi criar uma história partindo desse preceito… Aproveitem!

Magia de Grinmelken.

Por Leandro Reis

 Escrever sobre a Magia de Grinmelken, tema proposto pelo Arena, é uma coisa fácil e ao mesmo tempo difícil. Quando se lida com isto, deve-se tomar muito cuidado, pois a magia, fascinante como é, torna-se o cerne de uma história com facilidade e, quando menos se espera, você está preso a ela.

Por um lado, para explicar a magia basta dizer que os personagens com certo conhecimento conseguem lidar com as energias e criar feitos mágicos.

Por outro, posso cavar fundo na história que criei para este meu mundo e detalhar a origem destas “energias” mágicas.

A verdade é que não é necessário explicar, pois um livro que utiliza poderes fantásticos pode valer-se disso de modo verossímel. Poucos querem saber por que fulano consegue soltar magia e o trouxa ao lado não. Considera-se naturalmente que a magia sempre esteve lá. O que é legal e facilita a vida do escritor.

Mas perceba que usei a palavra “poucos”, pois há quem queira saber origens, entender regras e conhecer limites. E eu conheço alguns destes leitores malas. Um, em especial, vejo todo dia, ao acordar e encarar o espelho.

E, por ser uma dessas pessoas curiosas, a magia de Grinmelken, vista nos meus livros e contos, teve sua origem detalhada logo cedo.

Vou apresentá-la a vocês de maneira informal, Ok? Vamos lá.

Quando pensei na gênese do mundo, criei um deus único e, admito, meio preguiçoso. Pois é, a primeira coisa que o cara fez não foi o mundo. Ao invés disso ele criou entidades, milhares delas, e tais seres trataram de criar tudo que é físico. Toda a matéria teria sido criada por esses seres primais, que receberiam a alcunha de “elementais”. Tais entidades, imateriais, viviam às margens dos mundos criados, algo equivalente a uma dimensão paralela, que podemos chamar de plano dos elementais. Em teoria eles ainda estariam lá, trabalhando, criando e transformando a matéria.

Gêneses à parte, o mundo começou a ser povoado (Outro dia eu conto como o deus preguiçoso fez isso, mas já aviso que terceirizou também). E um dos primeiros povos descobriu que, através de rituais complexos, podiam se comunicar com os planos adjacentes e seus elementais. Com o tempo, este povo percebeu que os elementais eram compulsivos na arte de construir e muito suscetíveis a ordens. Como a malandragem foi uma das primeiras coisas inventadas (Afinal, o primeiro malandro foi o deus que terceirizou o serviço de criação universal), não tardou para que os habitantes do plano material passassem a comandar os elemetais e utilizá-los para benefício próprio.

Surgia aí a Magia Ritual.

A mamata durou alguns séculos e foi passada por algumas gerações, facilitando a vida de muitos e garantindo um certo poderio para este povo. Mas um meliante chamado Melken queria mais. Vendo o esforço e sacrifício (às vezes alguém morria…) que os rituais exigiam, Melken dedicou sua vida para entender o poder dos rituais e a relação entre os planos. Décadas depois, ele chegou a uma conclusão: Era possível juntar os planos e, assim, os rituais não seriam mais necessários. Os elementais viveriam em conjunto com eles e os obedeceriam sem a necessidade dos custosos rituais.

Ah se fosse fácil… Para tal junção, Melken calculou que um ritual de proporções absurdas precisaria ser executado. Se ritual pequeno já matava de vez em quando, imagina as mortes calculadas para este?

Não deu outra: o povo se dividiu de tal modo que houve guerra.

De um lado se juntaram os simpatizantes à Melken que desejavam se sacrificar para deixar um legado para as gerações futuras. Do outro, pessoas conservadoras, defendiam que tal empreitada teria um resultado desastroso.

Mesmo em meio a uma guerra civil, entrincheirado e cercado por defensores, Melken e vários seguidores prepararam o ritual que ele havia arquitetado. O estudioso sabia que a energia liberada precisaria ser concentrada em algo do plano físico, para que se mantivesse ali, unindo os planos e, para tal, escolheu um livro (Ahá, olha o primeiro Grimório surgindo aí.). Com tudo pronto e ignorando a porrada correndo solta, Melken executou o ritual.

Por segundos aquilo deu certo e os planos juntaram-se, mas os cálculos estavam errados e o sacrifício requerido foi além de qualquer expectativa.

Todos morreram. A energia do ritual levou as almas de toda a cidade e ainda tudo que era vivo em um raio de quilômetros.

O livro realmente chegou a unir os planos enquanto estava aberto, mas foi fechado por um enviado divino, uma espécie de arcanjo.

Alguns elementais não retornaram ao seu plano e ficaram presos no plano material para sempre, perdendo o aspecto submisso e a compulsão em construir, mas não convém falar disso agora. Nosso foco é a fascinante magia. Lembra-se?

Continuemos: Apesar do Livro de Melken ter sido fechado, o “véu” que separava os planos enfraqueceu. Isto permitiu que estudiosos de outros povos redescobrissem os elementais e, sem a ajuda de rituais, estes estudiosos conseguiram comandá-los com certo esforço.

Surgia nesse momento a Magia Elemental, praticada até os dias em que o Legado Goldshine se passa.

Houveram ramificações deste tipo de magia, instigada pelo estudo de controle dessas entidades. Uma delas, a mais conhecida e temida, era a Magia Negra, que originou a Necromancia, a arte de comandar os mortos para executarem tarefas, assim como os elementais.

Então, esta é a base das magias que utilizo com meus personagens. Ela tem suas regras, seu preço e suas limitações. Saber da origem, muitas vezes nos ajudam a definir as fronteiras deste artifício tão poderoso.

Afinal, como controlar um mago capaz de qualquer feito? Como reger uma história onde as coisas podem ser resolvidas com algumas palavras mágicas ou um balançar de varinha?

É meus amigos… No fundo, a magia é bem mais complexa do que parece.

NaNoMagia!

Bom galera, segundona de novo, dia do nosso post do NaNoWriMo. Ai vem um e diz “Maaaasssss não tava rolando um especial de magia???” E eu respondo, não, não estava, está! E como isso tem a ver com o NaNo??? Difícil… Mas foi justamente buscando essa resposta para preparar um post super bacana para vocês que me deparei com uma das dicas gringas, um teste, ou exame para ser exato, que une magia, fantasia e NaNo. Ele é composto de 75 perguntas, as quais traduzirei abaixo (25 em cada post pra não sobrecarregar), e te ajuda a bolar sua história sem ser um panaca que acha que é melhor que Tolkien, mas está apenas roubando suas idéias… parece bom não? Então vamos a ele e, como os próprios autores do exame disseram, qualquer resposta sim deve resultar no abandono completo do projeto de romance!! Rsrsrs

1 – Não acontece nada nas cinqüenta primeiras páginas?

2 – Seu personagem principal é um jovem fazendeiro com parentes misteriosos?

3 – Seu personagem principal é o herdeiro do trono, mas não sabe?

4 – A sua história é sobre um personagem jovem que vai crescendo e ganhando poderes incríveis até finalmente derrotar o bandido supremo?

5 – A sua história é sobre a busca por um artefato mágico que ira salvar o mundo?

6 – Ou quem sabe destruí-lo?

7 – A sua história gira em torno de uma antiga profecia sobre “o um” que vai salvar o mundo e todas as forças do bem?

8 – A sua história tem um personagem cujo único propósito é aparecer em momentos distintos da trama apenas para repassar informações?

9 – A sua história contem um personagem que na verdade é um Deus disfarçado?

10 – O bandido supremo é na verdade o pai do seu personagem principal?

11 – É o rei do seu mundo um rei bondoso enganado por um mago do mal?

12 – Um mago meio esquecido (ou com problemas de memória) é a descrição de algum dos seus personagens?

13 – Ou que tal um guerreiro poderoso e de bom coração porem meio “lento”?

14 – Quem sabe um “místico velho e sábio que se recusa a dar detalhes da trama por seus próprios e misteriosos motivos?

15 – As personagens femininas da sua história passam muito tempo se preocupando com sua aparência quando o personagem principal masculino está por perto?

16 – Alguma, qualquer uma, das suas personagens femininos existe apenas para ser seqüestrada e resgatada?

17 – Alguma das suas personagens femininas existe apenas para incorporar os ideais feministas?

18 – A descrição “cozinheira atrapalhada, mais confortável com uma panela do que uma espada” se aplica a alguma personagem feminina da sua história?

19 – Ou seria “uma guerreira destemida, mais confortável com uma espada do que com uma panela” uma boa descrição de qualquer uma de suas personagens?

20 – Algum de seus personagens pode ser caracterizado como um “anão melancólico”?

21 – Ou talvez um meio elfo dividido entre sua humanidade e sua herança élfica?

22 – Você fez os anões amigos dos elfos só para ser diferente?

23 – Todos os personagens abaixo de quatro metros de altura estão lá apenas para serem o alivio cômico?

24 – Você acredita que os únicos dois usos para navios são pescaria ou pirataria?

25 – você não sabe quando a prensa de feno foi inventada?

 

Espero que tenha sido útil e que vocês tenham curtido… continuem acompanhando os posts do NaNoWriMo aqui e no letra impressa e, segunda que vem trago mais 25 perguntas, não percam!!!!

Will.