Inspiração – Citações LitFan Brasileiro

“Como você se inspira para escrever?”
“Existe algum tipo de ritual que faça ou alguma sequência de passos que tenha que seguir antes de começar?”

Adriano Siqueira

Para me inspirar costumo andar muito ouvindo algumas músicas. As múscias geralmente são baladas onde geralmente produzo e imagino algumas histórias. Quando quero escrever algo assustador passeio a pé sem música nenhuma e só escrevo quando realmente alguma parte da história me dá arrepios. Quando escrevo sobre aventuras escuto muitos CD´s de rock. Eu não quebro a cabeça para fazer uma história apenas sinto. Por isso quando escrevo evito muito ler e ver tv para não influenciar em nada. imagino que… naquele momento sinto a história se formar sem forçar. normamente levo dois dias a uma semana para escrever e quando escrevo já tenho a ideia toda pronta. Caminhar ajuda muito a mente forma ideias incríveis. Normalmente ando 2 a 3 quilômetros a noite.

Sobre o autor:

Adriano Siqueira nasceu em São Paulo, Capital, em 1965. Trabalha como diagramador. É escritor, fotógrafo, colecionador, palestrante e produz radionovelas e curta‐metragens. Publicou nos livros Amor Vampiro, Draculea Volume 1 e 2, Tratado Secreto de Magia e Metamorfose ‐ a fúria dos lobisomens. Vai lançar neste ano o Livro Adorável Noite pela Editora Estronho.

Website: http://www.adoravelnoite.com

Blog: http://www.contosdevampiroseterror.blogspot.com

Twitter: http://twitter.com/#!/adrianosiqueira

Alfer Medeiros

Eu adoto basicamente três regras que considero essenciais no processo de escrita:

1) Estar offline. E-mails, redes sociais e mensagens instantâneas são fantásticos, mas nos fazem perder muito tempo. A tentação de ler mais uma mensagem, postar mais uma informaçãozinha e dar mais uma conversadinha com os amigos acaba tomando horas preciosas do tempo do escritor. Quando vou escrever, desligo a internet. Isso faz com que o foco permaneça integralmente no texto.

2) Não deixar as ideias fugirem. Qualquer coisa do dia-a-dia é fonte de inspiração. Milhares de cenas passam pela nossa cabeça diariamente, e se não escrevermos as mais interessantes, não lembraremos da maioria delas posteriormente. Eu ando sempre com um caderninho, onde anoto toda e qualquer ideia que vá surgindo, mesmo que não tenha muito sentido. A partir daí, vou criando uma biblioteca de cenas, que depois vão sendo aprimoradas e “costuradas” em um texto maior.

3) Ter capacidade de escrever em qualquer lugar. Quando decidi começar a escrever, já tinha uma casa para sustentar, uma filha pequena e dois empregos. Se eu dependesse de rituais específicos ou locais especiais para iniciar a escrita, nunca produziria nada. Me acostumei a escrever no ônibus, na fila do banco, na sala de espera do dentista. Claro que escrever no escritório de casa, com silêncio e conforto, é o cenário ideal. Porém, nem sempre isso é possível, então o meu celular com teclado QWERTY passou a ser uma poderosa ferramenta de escrita portátil. Não fosse essa capacidade de escrever em lugares pouco favoráveis a essa ação, minha produção literária seria bem abaixo do que consigo fazer atualmente.

Sobre o autor:

Publicou o livro Fúria Lupina em 2010 e agora se participa de diversos outros projetos. Estará participando da coletânea Cursed City – Onde as Almas não têm Valor (Editora Estronho) e  Asgard. Também possui projetos solo, como o livro Livraria Limítrofe (Julho/2011) e Dio Scott e os Vinis Viajantes (Novembro/2011). A continuação de Fúria Lupina será lançada em 2012.

Cirilo S. Lemos

Não é exatamente um ritual, mas… Não posso ficar parado. Tenho rabiscar todas as ideias num papel conforme elas vão aparecendo. Eu costumo andar para tentar pensar, e quando não posso tenho de escrever numa agenda. Depois, escrevo. Em papel. Só então digito tudo. Mas ou menos por aí. Não sei se posso chamar isso de ritual…

Sobre o autor:

Publicou contos na coletânea Imaginários 3 (Editora Draco), Histórias Fantásticas – Volume 1 (Editora Cidadela) e Extraneus Medieval Sci-Fi (Selo Estronho). Em breve estará lançando um conto em Cursed City – Onde as Almas não têm Valor (Editora Estronho). Está trabalhando em outros projetos que não podem ser divulgados… por enquanto.

Blog: http://cilindroide.blogspot.com/

Twitter: http://twitter.com/#!/CiriloSL

Cristina Lasaitis

Geralmente as ideias me procuram antes que eu procure por elas. Os insights surgem por acaso, em qualquer situação, sobretudo se estou entediada. Mas não basta ter uma ideia para ter uma história. Se eu acho a ideia promissora, fico amadurecendo ao longo de semanas, meses, talvez até anos, até achar que dá pra contar uma boa história. Em compensação, tem histórias que já surgem praticamente prontas, especialmente para narrativas curtas. Em geral, ter a ideia é a parte mais fácil do processo, o difícil é levar o texto a cabo.
Eu tenho muito mais ideias do que tempo ou capacidade de produção. A salvação é ter sempre um caderninho à mão para tomar nota de tudo.

Antes e durante a produção de um texto eu procuro uma trilha sonora que se encaixe com o estilo ou o contexto da história, gravo essa trilha no meu mp3 player e fico escutando nos meus momentos de folga e antes de sentar na escrivaninha para escrever. Esse exercício com música ajuda muito a sensibilizar e a entrar no clima da história, além de ficar mais fácil visualizar as cenas. No entanto, quando me ponho a escrever preciso de silêncio total.
Além de música, às vezes escolho livros de determinados autores em busca de uma influência proposital, sobretudo quando estou trabalhando com a linguagem, e leio alguns trechos antes de me pôr a escrever.
Meu horário de escrita vai do final da tarde até a metade da madrugada. Atualmente uso um netbook de teclado pequeno, ao qual me adaptei muito bem. E meu lugar preferido para escrever tem sido o chão da sala do meu apartamento, com bastante ventilação e iluminação, e onde consigo me manter longe da conexão à internet.

Sobre a Autora:

Publicou o livro Fábulas do Tempo e da Eternidade (Tarja Editorial). Atualmente, está organizando a coletânea A Fantástica Literatura Queer, sobre diversidade sexual, que deverá sair em junho/2011; e escrevendo um romance de ficção alternativa de clássico da literatura brasileira.

Blog: http://cristinalasaitis.wordpress.com/

Twitter: http://twitter.com/#!/crislasaitis

Douglas MCT

Minhas ideias nascem sempre, todos os dias, a qualquer momento. As que considero com potencial, separo e anoto.

Dou um tempo para requentá-las e as revisito conforme a necessidade. Então, escrevo uma premissa curta.

Quando consumo um bocado de quadrinhos, animações, livros, séries e filmes, essa inspiração vem mais fácil. Surge num pulo.

Quando não, espero a madrugada chegar, pego meu café e viajo por horas ininterruptas até o texto ficar do meu agrado.

Faço tudo isso sempre ouvindo música, que vai de trilha sonoras de filmes e games até J-Pop e música eletrônica. Depende da obra.

Como eu vivo disso, digo que a inspiração, queira ou não, tem de vir todos os dias quando acordo.

E ela vem, porque eu preciso.

Sobre o Autor:

Douglas MCT nasceu em Socorro, interior de SP, em 1983, e atualmente reside na capital. Cursou Criação e Produção Audiovisual, trabalhou por uma década como designer gráfico e no momento atua como Redator e Roteirista de games, quadrinhos, animações, filmes e seriados. Escreveu para os quadrinhos da Turma da Mônica e as animações da Galera Animal. É autor do romance Necrópolis – A Fronteira das Almas, e teve contos publicados nas coletâneas Anno Domini (2008), Território V (2009) e Imaginários 3 (2010). Em 2011 terá mais três contos publicados por 3 diferentes editoras. Suas primeiras histórias foram premiadas com o Mapa Cultural Paulista em 2001 e 2003.

Site Necrópolis: http://www.necropolissaga.com

Blog Cultura Pop: http://caixamisteriosa.wordpress.com

Twitter: http://twitter.com/#!/douglasmct

Flávio Medeiros Jr.

Nenhum ritual em particular. Meu processo criativo começa com o “elemento motivador”; este pode ser uma ideia surgida aleatoriamente, ou o convite para participar de uma coletânea temática, ou uma discussão proveitosa, etc. A partir daí, fixo na mente o elemento que considero promissor e fico atento para agregar a ele pensamentos afins. Deixo a ideia inicial sempre à mão em um canto da mente, e quando surge algo que tem afinidade com ela eu penso: “ei, isso me serve para aquele projeto!”, e assim, com tempo e paciência vou juntando as peças, e na medida em que elas se reunem vou-as organizando. De quando em quando paro para pensar noassunto, e encontrar soluções para a história. E quando encontro um “fio de meada”, parto para a pesquisa do assunto, e geralmente os achados da pesquisa vão enriquecendo a história. É um processo que pode parecer lento, mas na medida em que me concentro tenho sido capaz de me adiantar à maioria das “deadlines” que me são oferecidas.

Sobre o Autor:

Nasceu e vive em Belo Horizonte, MG. Formou-se em Medicina pela UFMG em 1988, especializando-se em oftalmologia. Publicou seu primeiro romance em 2004: Quintessência, história policial com ambientação de ficção científica. Teve textos publicados nas coletâneas Paradigmas 2, Steampunk, Imaginários 1 e Vaporpunk. Em 2010 publicou seu segundo romance: Casas de Vampiros, de horror e ficção científica. Continua escrevendo compulsivamente. E agora estará na coletânea Space Opera (Editora Draco).

Twitter: http://twitter.com/#!/flaviocmedeiros

Gerson Lodi-Ribeiro

Não há muito o que dizer.

Escrever faz parte do que eu sou. Como pensar ou respirar.

Não há ritual algum, nenhum encantamento ou invocação de uma musa mística qualquer.

Em geral, tenho muito mais ideias para escrever do que tempo para pô-las na tela do PC.  Quando o tempo aparece, escrevo até cansar, porque as ideias continuam sempre comigo.

Sobre o Autor:

Publicou duas noveletas na versão brasileira da Asimov’s: a FC hard “Alienígenas Mitológicos” e a história alternativa “A Ética da Traição” que abriu as portas do subgênero no fantástico lusófono. Autor da noveleta de FC premiada “A Filha do Predador”, das coletâneas Outras Histórias…, O Vampiro de Nova Holanda, Outros Brasis e Taikodom: Crônicas, e dos romances Xochiquetzal: uma Princesa Asteca entre os Incas (história alternativa) e A Guardiã da Memória (FC erótica). Editor das antologias Phantastica Brasiliana, Como Era Gostosa a Minha Alienígena! e Vaporpunk. E agora estará na coletânea Space Opera (Editora Draco).

Twitter: http://twitter.com/#!/gersonlodi

Hugo Vera

A inspiração muitas vezes vem da observação de situações do dia-a-dia. No geral, prefiro ter uma boa noite de sono para ter a mente sempre descansada. Não gosto de escrever com a mente cansada, embora as vezes eu faça isso pois as ideias nunca marcam horário para aparecer. Contudo, prefiro estar descansado, pois acho que as ideias fluem melhor com a cabeça fresca. Quando posso gosto de ouvir músicas temáticas, geralmente relacionadas as cenas que estou escrevendo. Levo meu netbook para cima e para baixo, costumo escrever sempre quando posso, sem marcar um horário específico. Mas apenar disso, quando posso me programar, prefiro o período noturno, muitas vezes no fim de noite, indo início da madrugada adentro, quando tudo está tranquilo e silencioso e eu posso colocar uma musiquinha de fundo enquanto digito as ideias que vão vindo.

Sobre o Autor:

Nascido em São Paulo, SP, em 1977, é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo. Divulgador do gênero fantástico através do site Space Opera e dono da maior Comunidade de Ficção Científica do Orkut. Publicou seus contos nas coletâneas Paradigmas 3, Solarium e FC do B, além da revista Scarium e dos sites Contos Fantásticos e Terroristas da Conspiração. Terceiro colocado pelo júri popular no Prêmio Bráulio Tavares 2008 com o conto O Homem Bicorpóreo, finaliza atualmente seu romance de ficção especulativa Revolução em Vera Cruz (no prelo). E agora estará na coletânea Space Opera (Editora Draco).

Website: http://www.spaceopera.com.br/

Twitter: http://twitter.com/#!/hugovera

Jorge Luiz Calife

Comigo não tem nada de ritual, nem de ouvir música. Eu me inspiro no dia a dia, nas coisas que eu vejo, seja no trabalho, seja na televisão. Eu vou te dar um exemplo concreto, aquele conto que mandei para sua antologia. Eu trabalho num jornal de Volta Redonda, e saio de casa todo dia as 14 horas e pego o ônibus para a redação do jornal. Antes de sair eu gosto de ver a previsão do tempo no Jornal Hoje para saber se levo guarda-chuva ou não. Um dia a moça do tempo do telejornal, a Flavia Freire, apareceu com um vestido cinza justo, parecendo uma Marylin Monroe pós-moderna. Quando ela acabou de falar eu não sabia se ia chover, ou não. Foi a inspiração para a Felicia Fortis e o astronauta do conto.

A trilogia Padrões de Contato nasceu dos estudos da Universidade de Princeton e Stanford sobre colonias espaciais. Eu li aqueles estudos todos e me deu vontade de escrever sobre uma colonia espacial brasileira no futuro.

Outro conto surgiu de um paper da Nasa sobre espaçonaves eletrodinâmicas que um amigo meu, que trabalhava no Centro Espacial Langley me mandou. E eu mandei a Angela Duncan para a Lua numa nave dessas. Na época em tinha um cachorro, o Rex, que me inspirou os raposóides da história.

Geralmente eu prefiro escrever a noite, depois das dez horas, devido ao silencio ou a tranquilidade. Mas se precisar escrever de manhã ou de tarde não tem problema. Jornalista aprende a escrever em todo lugar, até num campo de batalha a gente senta dentro de um bunker, um tanque e escreve.

Uma coisa que me ajuda muito é minha habilidade natural para fazer desenhos, esboços, croquis. Geralmente eu desenho num papel cenas ou personagens da história para aperfeiçoar o visual. Mas isso é depois que a história já tá pronta na minha cabeça. Aí eu vou desenhar a nave espacial, a roupa que a Angela Duncan vai usar, a residencia aérea dela.

Sobre o Autor:

Nasceu em Niterói em 23/10/1951. É jornalista e tradutor tendo trabalhado no Jornal do Brasil e na United Press International. Colaborou com Arthur C. Clarke na criação do romance “2010: A odisséia 2” e é autor de mais de dez livros de ficção e divulgação científica. Seus títulos incluem a Trilogia Padrões de Contato, o romance Angela Entre Dois Mundos, Como os astronautas vão ao banheiro e O cachorro que tinha medo de trovoada. Atualmente mora em Pinheiral e escreve para o Diário do Vale de Volta Redonda. E agora estará na coletânea Space Opera (Editora Draco).

José Roberto Vieira

Na verdade eu não sei muito o que me dá inspiração, mas eu costuma fazer alguns exercícios físicos todos os dias, para dar uma aliviada no corpo, afinal, ficar 12 horas em frente ao pc cansa demais e me deixa todo duro. Nem que dia seja apenas umas vinte flexões e abdominais e alguns minutos de esteira (ou uma boa caminhada).

Mas, no dia a dia, eu observo muito as pessoas, seus trejeitos, modo de falar e até suas crenças. Muitos dos personagens do meu livro são inspirados em amigos ou familiares.

A música, como você citou, dificilmente me serve de inspiração, já que quando estou escrevendo eu fico MUITO imerso no livro e não escuto nada nem vejo nada ao meu redor. Meu nível de concentração chega a tanto durante o brainstorm que a música não consegue me atingir. Mas depois, quando estou revisando e repassando os trechos, não vejo problema nela.

Agora o que eu gosto de ver são imagens. Adoro buscar termos no Devian Art (como Steampunk, fantasy, essas coisas) e usar como base no que escrevo. Claro que gosto de dar meu toque pessoal, e reescrevo quase vinte vezes o mesmo parágrafo antes de considerá-lo pronto.

Sobre o Autor:

José Roberto Vieira foi uma idéia que quase deu errado. Encrenqueiro quando criança, afeto a péssimas companhias, relaxado, detestava ler. Até que, por acaso, teve contato com RPG e Literatura. Isso salvou sua vida. Sério.

Tem contos publicados no Anno Domini: Manuscritos Medievais (Editora Andross, 2008), e na antologia Pacto de Monstros (Editora Multifoco, 2009). Foi coordenador do blog “Nexus RPG” e criou os RPGs Éride e Taenarum, distribuídos gratuitamente pela internet.

Atualmente trabalha como revisor e ghost- writer e dá os toques finais em sua primeira obra lançada fora do mundo virtual, o Baronato de Shoah, a ser publicada pela Editora Draco.

Site do Baronato de Shoah: http://www.baronatodeshoah.blogspot.com/

Twitter Baronato de Shoah: http://twitter.com/#!/baronatodeshoah

Twitter do Autor: http://twitter.com/#!/joserobertov

Leandro Reis

A melhor maneira de me concentrar para escrever é ficando em um local confortável enquanto escuto uma música que transmita a emoção da cena em que trabalho. Também é importante não estar cansado. Assim consigo relaxar o suficiente para “ver” a cena e transcrevê-la.

Um bom banho, filmes e livros também são excelentes fontes de inspiração.

Observação:

Constantemente, mesmo estando em condições ideais, o autor ainda vai se distrair, seja querendo acompanhar twitter, responder msn, jogar video-game, enfim, fazer outra coisa e esta vontade pode trazer a sensação de falta de inspiração. Aqui entra uma regra que acho válida: Rigor e Disciplina.

É bom ter um horário reservado somente para a escrita, onde você vai sentar e escrever. Nada mais. Não está inspirado? Azar, escreva mesmo assim, mesmo correndo o risco de apagar tudo, ao menos você terá se forçado a pensar na história.

Eu escrevo sempre à noite, cerca de duas horas, e no fim de semana eu foco a parte da manhã do sábado e domingo. A cada 30 minutos faço uma pausa, até para sair da hipnose e poder pensar na história. Depois eu volto com tudo.

Sobre o autor:

Autor da saga Legado Goldshine: Filhos de Galagah , O Senhor das Sombras, Enelock (Em breve, 2011), Também participou de diversas coletâneas como Extraneus Medieval Sci Fi (Editora Estronho), Histórias Fantásticas – Volume 1 (Cidadela Editorial), Tratado Secreto de Magia (Editora Andross), Paradigmas 3 (Tarja Editorial)

Marcelo Amado

Bom, na maioria das vezes eu tenho a inspiração de estalo e aí, paro o que estou fazendo na hora e sento para escrever. Portanto não tenho rituais, nem preparações. Eventualmente quando tenho vontade de escrever (vontade, não inspiração) e quero tentar, ouço música clássica ou rock pesado, dependendo do clima que eu quero que fique no texto. Mas, como disse, na maioria das vezes eu apenas sento e escrevo.

Sobre o Autor:

Participou e organizou de diversas coletâneas e lançou seu primeiro livro solo em 2010: Aos Olhos da Morte (Editora Literata).

Twitter: http://twitter.com/#!/mdamado

Marcelo Augusto Galvão

Não sei se é exatamente um ritual, mas o que sempre faço é manter um diário no qual registro 1) dia e hora da sessão; 2) o que vou escrever (número de cenas, revisão etc.); 3) o que realmente escrevi; 4) quantos minutos trabalhei; 5) número de palavras/caracteres e 6) o que farei na próxima sessão. Nada muito detalhado, afinal de contas, eu devo escrever um texto literário, não um diário!

Sobre o Autor:

Já colaborou com os sites HyperfanLetra & VídeoTerroristas da ConspiraçãoEstronho & EsquésitoO Nerd EscritorContos Fantásticos,1000 Universos, o projeto Fábrica dos Sonhos e a revista Scarium (edições nº 2123 25). Seus contos foram publicados nas antologias  Imaginários – volume 3 (Editora Draco, 2010) e Histórias Fantásticas – volume 1 (Cidadela Editorial, 2010).

Foi premiado no 3º Concurso Literário da Scarium – Categoria Horror (2006) com o conto Linha Negra; na 16ª edição do Prêmio Cataratas (2007) com o conto Chaves Perdidas ; e primeiro lugar na votação do júri no 2º Prêmio Braulio Tavares (2008) com o conto Vida e Morte do Último Astro Pornô da Terra.

Twitter: http://twitter.com/#!/magalvao

Marcelo Jacinto Ribeiro

Por mais que me esforçe não consigo identificar a origem, a “fonte” das ideias que tenho, na imensa maioria das vezes. Pode ser uma frase, um conceito, algo que vivenviei ou que me contaram, qualquer coisa pode se tornar uma história. Estou trabalhando em um conto que fala da terrível dor de um pai que perdeu seu filho, baseado na experiência de um amado colega que passou por isso, outro conto sobre arco e flecha pois é o esporte que pratico, já escrevi sobre deficientes físicos e sua raiva por ser parte de minha vida, trabalho em um conto sobre um mundo sem regras ou leis pois um grande amigo sonha em viver nesse mundo selvagem, mas também escrevo sobre assuntos que não tem qualquer fonte específica. Trabalho numa história sobre a existência da alma pelo ponto de vista de uma cientista, sobre os limites da evolução humana, sobre falsos deuses, sobre déspotas absolutos e em nenhum desses casos posso afirmar: foi nesse ponto e nessa hora que tive a ideia.

Outros casos são ainda mais estranhos, como os micro-contos publicados no site Letra & Vídeo, baseados em músicas. Não consigo, por mais que me esforçe, identificar a origem dos contos. Para mim é como a frase de Miquelangelo sobre seu David, ele já estava dentro do bloco de mármore, só era preciso tirar o excesso. Tenho certeza absolua que as histórias já estavam lá, nas músicas, apenas esperando para serem escritas. É claro como água para mim…

Muitos casos se encaixam na categoria “e se”: levanto uma hipótese e depois trabalho na evolução do mesmo. E se ao invés de enviar uma frota de invasão uma raça alienígena recrutasse humanos pra fazer seu trabalho sujo ? Foi esse o ponto de origem do meu conto “Você vai seguir meu caminho?”, apenas fui adicionando fatos para enriquecer e lapidar a história – tive que criar uma recompensa/motivo grande o suficiente para que um grupo de pessoas traísse o planeta inteiro.

Também não tenho um local ou tempo específico para ter ideias, nada de sentar e ficar imaginando roteiros. Já tive insights lavando louça, esperando em um consultório médico para ser atendido ou durante um treino ! Pelo menos comigo atividades físicas repetitivas ou mecãnicas me ajudam a pensar na história, não sei explicar o motivo mas já desenvolvi muitos contos nessas situações. Esvaziar a mente parece me ajudar a enchê-la de outras coisas !

Outro fato curioso é que não determino em qual categoria uma história se encaixa. FC ou fantasia, suspense ou terror, comédia ou drama, romance ou guerra, vou simplesmente escrevendo e a história evolui quase sozinha. Na verdade já tive contos que mudaram de rumo “sozinhos”, tinha planejado um fim mas fui praticamente obrigado a mudar de curso, pois a história exigia isso ! Algumas vezes consigo chegar ao final que planejei, mas muito provavelmente por outros caminhos que sequer imaginava.

Enfim, a resposta mais precisa seria um sonoro “não sei”, pelo menos em 90% do casos. Elas simplesmente estão lá, como que flutuando no espaço, esperando a vez de serem colocadas no papel.

Sobre o Autor:

Natural de Campinas, SP, tem 40 anos e é formado em Processamento de Dados. Deficiente físico involuntário a maior parte de sua vida e vivendo muito bem apesar das pedras no caminho, diz que, se não fossem as pedras do caminho, a vida seria bem entediante. Acredita piamente no bem que habita o coração de cada ser humano e se esforça sempre para fazer seu melhor. Participou do e-zine Black Rocket com o conto A Herança, além das coletâneas Paradigmas 3 e 4 com Choque de civilizações e Você vai seguir o meu caminho? Possui também contos nos sites Contos Fantásticos e Letra e Vídeo. Participou com um conto na coletânea Histórias Fantásticas – Volume 1 (Cidadela Editorial) e agora estará na coletânea Space Opera (Editora Draco).

Twitter: http://twitter.com/#!/MarceloJRibeiro

Maria Helena Bandeira

Os processos são bem diversos: num deles começo a escrever sem ter noção do que vai sair, como se estivesse em transe, direto e rápido. Acontece muito nos conto curtos. Depois reviso, modifico, corto, etc Sou muito perfeccionista. Em outros, parto da ideia principal e gosto de usar a forma como integrante dela. Por exemplo, já escrevi textos ao contrário, outros acrescentando frases a cada parágrafo numa fórmula matemática, mas sempre a serviço da ideia.

Nos contos maiores,  novelas, noveletas, etc parto de uma ideia básica e vou criando os personagens, um roteiro e um glossário. Nestes casos sou lenta, levo dias para escrever.  Muitas vezes um detalhe fica muito tempo, até meses na minha cabeça até se materializar num estalo. Ele pode vir de uma frase que li, de uma notícia, de um outro conto meu. Mas geralmente vem de algum lugar misterioso que nem eu mesma sei onde é.

Não tenho rituais, exceto escrever sempre no mesmo micro, principalmente de manhã e à tarde. À noite sou menos inteligente, é bom para escrever textos mais loucos ou surreais porque a cobrança racional é menor. Eu gosto de espantar, surpreender mas mantendo a lógica.  Sou muito concentrada e isto é essencial. Por isto não ouço música, especialmente se tiver letra, nada pode me desconcentrar da escrita em si.

No entanto, quando escrevi a série realista Cigarette Blues, em que cada episódio era baseado num blues famoso, eu tinha que imergir na música e escrevia ouvindo obsessivamente.  Sou muitas e isto me ajuda e atrapalha.

Sobre a Autora:

Carioca, formada em jornalismo. Menção especial do Prêmio Guararapes (União Brasileira de Escritores), Conto Brasileiro do Mês na Isaac Asimov Magazine, primeiro lugar do site português Simetria, indicada pra o Argos 2002. Selecionada para a antologia portuguesa Antoloblogue, antologia argentina Grageas e concurso FC do B – panoramas 2006/2007 e 2008/2009. Participou do Paradigmas 1 (Tarja Editorial), dos Portais Stalker, Fundação, 2001, Fahrenheit e do livro Cyberpunk – histórias de um futuro extraordinário (Tarja Editorial). E agora estará na coletânea Space Opera (Editora Draco).

Blog: http://www.ovoazulturquesa.blogspot.com

Nelson Magrini

Curioso, não tenho nada parecido com um ritual. Para mim, idéias vão pipocando na mente toda e qualquer hora. O que faço, mas aí já estou escrevendo um livro, é aproveitar momentos antes de dormir para visualizar sequências, quando chego a uma parte onde a história empaca. Isso pode me dar respostas de imediato ou levar dias. Mas não chega a ser um ritual ou mania. Acontece meio que naturalmente.

Sobre o Autor:

Nelson Magrini é Engenheiro Mecânico, estudioso e pesquisador em Física, com ênfase em Mecânica Quântica e Cosmologia, além de professor e consultor de Gestão Empresarial e Cadeira Logística.

ANJO A Face do Mal (2004 – 2ª ed. 2010, Novo Século): traz, como personagem principal, o polêmico Lúcifer, cujas finalidades somente o próprio conhece. Sua inteligência, retórica e perspicácia o tornam o mais terrível dos adversários.

Relâmpagos de Sangue (2006, Novo Século): uma obra que extrapola ao extremo as sensações de mistério, suspense e medo, em uma trama que leva os leitores a vivenciarem todas as paixões, sentimentos e angústias dos personagens, em uma interatividade sufocante. O mistério por detrás da trama vai se revelando aos pouco e descobri-lo faz parte da leitura.

Amor Vampiro (2008 – 2ª ed. 2010, Giz editorial): com o conto “Isabella”, uma vampira que descobre um admirador secreto que, por seu amor impossível, utiliza todo o conhecimento para primeiro resgatar-lhe a humanidade e depois lhe conquistar o amor.

Os Guardiões do Tempo (2009, Giz editorial): uma fantasia de ficção voltada para todas as idades, com muita aventura e humor, mas sem deixar de lado os característicos elementos de mistério, suspense e, neste caso, uma pitada de terror, onde três garotos são levados ao futuro e através da galáxia, devem encontrar pistas para desvendar um mistério, a última salvação da Terra e do Império galáctico.

Para o futuro, duas coletâneas de peso, Anjos Rebeldes e Pandora – As Dores do Mundo, que serão lançadas em breve. Atualmente, está escrevendo a sequência de ANJO A Face do Mal.

Website: http://nmagrini.blogspot.com/

Twitter: http://twitter.com/#!/nelsonmagrini

Richard Diegues

Na verdade a minha inspiração não é algo que vem de forma automática. Eu me forço a ter essa danada famélica. Tenho duas coisas que faço antes de escrever um texto: uma é sempre fazer algumas perguntas, do tipo: o que quero causar de sentimento ao leitor? o que posso usar para sair dos clichês e textos já escritos? o que pode ser inovador dentro dessa temática? qual a forma narrativa? e por aí vai. Definindo a forma e conteúdo do texto, aí parto para por a mão na massa, criando os personagens. E aí vem meu segundo artifício: tenho sempre um caderno com algumas frases de impacto. Procuro sempre abrir meus textos com uma dessas frases no primeiro parágrafo, e depois, seguindo a linha que ela me dá, aí sim vou deixando a inspiração me conduzir pelas linhas.

Sobre o Autor:

Richard Diegues é escritor, editor e consultor tecnológico. Atualmente mora na cidade de São Paulo. Autor dos livros: Magia – Tomo I (1997), Sob a Luz do Abajur (2007) e Tempos de AlgóriA (a ser lançado em 2011). Também é organizador e co-autor dos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Visões de São Paulo (2006), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Histórias do Tarô (2007), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2007), de quatro volumes da Coleção Paradigmas (2009/2010), além de co-autor dos livros Portal Fundação (2009), Livro Vermelho dos Vampiros (2009), Imaginários 1 (2009) e Cyberpunk – Histórias de Um Futuro Extraordinário (2010). Sua obra mais recente é o romance Cyber Brasiliana (2010). Colaborou com diversos jornais, revistas e sites da Internet, além de participar ativamente de eventos na área de Literatura Fantástica.

Contato: richard@tarjaeditorial.com.br

Twitter: http://twitter.com/#!/richarddiegues

Sérgio Pereira Couto

Em geral a inspiração vem da pesquisa, que é o primeiro passo. Nem sempre um assunto que você acha interessante pode render uma boa história ou ser o assunto principal. Caso isso seja possível, o próximo passo é verificar o mercado: já foram lançados livros sobre o assunto? Caso positivo, como se saíram em termos de vendagem? Como eles abordaram o assunto e o que você pode fazer de diferente? Depois, no meu caso, claro, escolho uma trilha sonora (geralmente recheada de classic rock, minha especialidade) que irá inspirar o processo da escrita em si.

Sobre o Autor:

Sérgio Pereira Couto é jornalista e escritor. Colabora regularmente com revistas de história e sites especializados no assunto. Foi editor e repórter de revistas de ciência como Ciência Criminal e Discovery Magazine, além de editor-assistente de revistas de tecnologia como PC Brasil e Geek!. Tem textos, artigos e colaborações publicadas nas revistas Galileu e Planeta. É autor de 40 livros, com mais de 120 mil exemplares vendidos somente no Brasil, entre eles os romances Sociedades Secretas, Investigação Criminal, Renascimento, Mentes Criminosas e Help – A Lenda de Um Beatlemaníaco. Atualmente além de escritor, divide seu tempo com palestras e cursos sobre os assuntos de seus livros, incluindo Sociedades Secretas, História do Rock, Curiosidades da História e Literatura Policial.

Últimos Trabalhos de Ficção
Renascimento  – A Lenda do Judeu Errante (Giz Editorial)
Sociedades Secretas – O Submundo (Digerati Editorial)
Help – a Lenda de um Beatlemaníaco (Editora Idea)
Antologia Jogos Criminais (Editora Andross)

Futuros projetos
Um romance policial inspirado em Jim Morrison, outro sobre Caça-Fantasmas e um terceiro sobre o grupo Polígrafos, coordenado por mim e que estuda literatura policial.

Twitter: http://twitter.com/#!/spereirac2

Sora Barbosa

Uma coisa que me inspira é ficar observando uma imagem por horas. Tipo, se estou escrevendo um conto que se passe em uma floresta, pego uma imagem de uma floresta semelhante á que imaginei e fico observando. Nesse tempo surgem inúmeras ideias.

Sobre a Autora:

Publicou diversos contos em antologias como Marcas na Parede (Editora Andross).

Website: http://soraescritora.blogspot.com/

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2 respostas em “Inspiração – Citações LitFan Brasileiro

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