A Magia em Grinmelken

Espero que todos estejam bem!
Vim aqui, comunicar que hoje a noite encerra a promoção “Os Filhos de Galagah”, então se você ainda não ta participando tem algumas horas…

Além do comunicado, venho trazer mais uma parte do nosso especial de magia. O autor, Leandro Reis preparou pra gente uma matéria muito interessante falando da magia em seu mundo e como foi criar uma história partindo desse preceito… Aproveitem!

Magia de Grinmelken.

Por Leandro Reis

 Escrever sobre a Magia de Grinmelken, tema proposto pelo Arena, é uma coisa fácil e ao mesmo tempo difícil. Quando se lida com isto, deve-se tomar muito cuidado, pois a magia, fascinante como é, torna-se o cerne de uma história com facilidade e, quando menos se espera, você está preso a ela.

Por um lado, para explicar a magia basta dizer que os personagens com certo conhecimento conseguem lidar com as energias e criar feitos mágicos.

Por outro, posso cavar fundo na história que criei para este meu mundo e detalhar a origem destas “energias” mágicas.

A verdade é que não é necessário explicar, pois um livro que utiliza poderes fantásticos pode valer-se disso de modo verossímel. Poucos querem saber por que fulano consegue soltar magia e o trouxa ao lado não. Considera-se naturalmente que a magia sempre esteve lá. O que é legal e facilita a vida do escritor.

Mas perceba que usei a palavra “poucos”, pois há quem queira saber origens, entender regras e conhecer limites. E eu conheço alguns destes leitores malas. Um, em especial, vejo todo dia, ao acordar e encarar o espelho.

E, por ser uma dessas pessoas curiosas, a magia de Grinmelken, vista nos meus livros e contos, teve sua origem detalhada logo cedo.

Vou apresentá-la a vocês de maneira informal, Ok? Vamos lá.

Quando pensei na gênese do mundo, criei um deus único e, admito, meio preguiçoso. Pois é, a primeira coisa que o cara fez não foi o mundo. Ao invés disso ele criou entidades, milhares delas, e tais seres trataram de criar tudo que é físico. Toda a matéria teria sido criada por esses seres primais, que receberiam a alcunha de “elementais”. Tais entidades, imateriais, viviam às margens dos mundos criados, algo equivalente a uma dimensão paralela, que podemos chamar de plano dos elementais. Em teoria eles ainda estariam lá, trabalhando, criando e transformando a matéria.

Gêneses à parte, o mundo começou a ser povoado (Outro dia eu conto como o deus preguiçoso fez isso, mas já aviso que terceirizou também). E um dos primeiros povos descobriu que, através de rituais complexos, podiam se comunicar com os planos adjacentes e seus elementais. Com o tempo, este povo percebeu que os elementais eram compulsivos na arte de construir e muito suscetíveis a ordens. Como a malandragem foi uma das primeiras coisas inventadas (Afinal, o primeiro malandro foi o deus que terceirizou o serviço de criação universal), não tardou para que os habitantes do plano material passassem a comandar os elemetais e utilizá-los para benefício próprio.

Surgia aí a Magia Ritual.

A mamata durou alguns séculos e foi passada por algumas gerações, facilitando a vida de muitos e garantindo um certo poderio para este povo. Mas um meliante chamado Melken queria mais. Vendo o esforço e sacrifício (às vezes alguém morria…) que os rituais exigiam, Melken dedicou sua vida para entender o poder dos rituais e a relação entre os planos. Décadas depois, ele chegou a uma conclusão: Era possível juntar os planos e, assim, os rituais não seriam mais necessários. Os elementais viveriam em conjunto com eles e os obedeceriam sem a necessidade dos custosos rituais.

Ah se fosse fácil… Para tal junção, Melken calculou que um ritual de proporções absurdas precisaria ser executado. Se ritual pequeno já matava de vez em quando, imagina as mortes calculadas para este?

Não deu outra: o povo se dividiu de tal modo que houve guerra.

De um lado se juntaram os simpatizantes à Melken que desejavam se sacrificar para deixar um legado para as gerações futuras. Do outro, pessoas conservadoras, defendiam que tal empreitada teria um resultado desastroso.

Mesmo em meio a uma guerra civil, entrincheirado e cercado por defensores, Melken e vários seguidores prepararam o ritual que ele havia arquitetado. O estudioso sabia que a energia liberada precisaria ser concentrada em algo do plano físico, para que se mantivesse ali, unindo os planos e, para tal, escolheu um livro (Ahá, olha o primeiro Grimório surgindo aí.). Com tudo pronto e ignorando a porrada correndo solta, Melken executou o ritual.

Por segundos aquilo deu certo e os planos juntaram-se, mas os cálculos estavam errados e o sacrifício requerido foi além de qualquer expectativa.

Todos morreram. A energia do ritual levou as almas de toda a cidade e ainda tudo que era vivo em um raio de quilômetros.

O livro realmente chegou a unir os planos enquanto estava aberto, mas foi fechado por um enviado divino, uma espécie de arcanjo.

Alguns elementais não retornaram ao seu plano e ficaram presos no plano material para sempre, perdendo o aspecto submisso e a compulsão em construir, mas não convém falar disso agora. Nosso foco é a fascinante magia. Lembra-se?

Continuemos: Apesar do Livro de Melken ter sido fechado, o “véu” que separava os planos enfraqueceu. Isto permitiu que estudiosos de outros povos redescobrissem os elementais e, sem a ajuda de rituais, estes estudiosos conseguiram comandá-los com certo esforço.

Surgia nesse momento a Magia Elemental, praticada até os dias em que o Legado Goldshine se passa.

Houveram ramificações deste tipo de magia, instigada pelo estudo de controle dessas entidades. Uma delas, a mais conhecida e temida, era a Magia Negra, que originou a Necromancia, a arte de comandar os mortos para executarem tarefas, assim como os elementais.

Então, esta é a base das magias que utilizo com meus personagens. Ela tem suas regras, seu preço e suas limitações. Saber da origem, muitas vezes nos ajudam a definir as fronteiras deste artifício tão poderoso.

Afinal, como controlar um mago capaz de qualquer feito? Como reger uma história onde as coisas podem ser resolvidas com algumas palavras mágicas ou um balançar de varinha?

É meus amigos… No fundo, a magia é bem mais complexa do que parece.

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3 respostas em “A Magia em Grinmelken

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