Inspiração, fantasia, arte e… Brasil?

Sim, e Brasil!

E ai gladiadores, tudo bem?

Ontem eu terminei de ler “Sétimo” do André Vianco e, ao colocá-lo de volta em uma das pilhas de livros mal organizadas que chamo de estante notei que a grande maioria de livros de fantasia que possuo não tem o Brasil como cenário. Até ai, nenhuma novidade, mas o que me assustou de verdade foi que isso também se aplicava aos autores nacionais. Depois que fundei o Arena Fantástica tenho lido pouquíssimos livros de autores estrangeiros, deixando de ler livros de outros autores para ler quase que exclusivamente os novos, e nem tão novos assim, autores nacionais e, com isso, a parte da bagunça destinada a autores nacionais cresceu absurdamente nestes últimos meses, mas, ainda assim, são pouquíssimos autores que tem a coragem de passar suas histórias aqui no Brasil.

Tendo notado isso, passei da estante para as quase infinitas redes sociais, contatos e informações acessíveis que encontrei na internet e percebi que, apesar de “historicamente” o numero de livros fantásticos passados em território nacional ter aumentado nas ultimas décadas, ainda há muito preconceito e medo por parte tanto dos leitores quanto dos autores nessa “brasilidade fantástica”.

Ai me vem aquele autor que estufa o peito como se fosse a reencarnação do Tolkien e diz “Na minha história tem centauros, fadas e bois falantes. Como você quer que eu passe minha história no Brasil?” Ai eu respondo, “ Do mesmo jeito que o Alfer Medeiros e o André Bozzetto Jr. colocam seus lobisomens. Do mesmo jeito que o André Vianco coloca seus vampiros.”


Tudo bem, eu posso até admitir que em vários casos a criação de um universo paralelo se justifica, mas não vejo sentido quando um autor nacional (iniciante ou não) resolve passar seu conto na Cracóvia (um lugar que ele nem conhece) e não em São Paulo, ou qualquer outra cidade onde ele more. Um exemplo que não é nacional, mas que eu considero extremamente válido é o do Rick Riordan que trouxe para os Estados Unidos grande parte da mitologia grega com a série do Percy Jackson, sem perder o brilho dessa mitologia e ainda assim aproveitando o cenário das cidades americanas.

Não gostou da idéia de adaptar a mitologia de outros lugares? Tudo bem, use a mitologia nacional, que, apesar de quase ninguém notar, é muito rica e vibrante, basta ter a visão correta dela! Não acredita em mim? Leiam Anhangá do J. Modesto ou Cira e o Velho do Walter Tierno então. Se inspira com musica? Ouça Angra, Sepultura. Autores de realismo fantástico? Leia Jorge Amado, Murilo Rubião, etc. Inspirações existem aos montes, é só buscar. Eu particularmente gosto de imagens e para esta matéria separei algumas de desenhistas e fotógrafos brasileiros (segundo as informações do perfil, com os quais estou entrando em contato para um projeto paralelo que logo apresentarei a vocês).

Artista =Gluego

 para mais imagens desse artista acesse

Artista *rogercruz

 para mais imagens desse artista acesse

Artista GrENDel

Para mais imagens desse artista acesse

E agora gladiadores, qual a desculpa? Mãos a obra!

Will.

 P.S Seguem os links das imagens (também feitas por artistas nacionais) que foram usadas na composição da primeira imagem deste post:

~Yuri-chan
~Tahian
~DanielDn

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2 respostas em “Inspiração, fantasia, arte e… Brasil?

  1. Parabéns…mto bem colocado o tema, vamos valorizar os nossos belíssimos cenários porque criatividade temos de sobra, gostei muito das imagens são lindas…
    abços!

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