Especial Adriano Siqueira – O Castelo do Drácula

Nessa que é a quarta parte do especial Adriano Siqueira aqui no Arena Fantástica segue com a participação do peregrino fantástico. Aproveitem!

Bom, embora eu ainda esteja na Terra Média, senti-me na obrigação de enviar um pequeno relato narrando a primeira vez que conheci esse notável autor que tão justamente agora esta sendo homenageado.  A memória exata de quando eu o conheci e onde estávamos infelizmente me escapa agora, mas isso não chega a ser uma grande perda já que o mais importante sobre esse nosso primeiro encontro é que foi através de uma aventura narrada pelo próprio Lorde Dri, que a ouvira antes de outra pessoa pelo que sei, que nasceu em mim o desejo de viajar e conhecer esses lugares fantásticos que venho descrevendo à vocês.

Escutem com atenção, pois este relato é sobre um lugar que muito poucos conseguiram entrar… E menos ainda sobreviveram para contar a história… Esse é o relato de um dos lugares mais terríveis da literatura… O Castelo do Drácula.

Conde Dracula... um sujeito bem simpático depois que você o alimenta

“Depois de dias de caminhada cheguei aos Cárpatos, mas precisamente em Bistritz, uma antiga cidadezinha da Hungria Oriental, no condado de Besztercze-Naszod. Fiquei hospedado por um tempo no Hotel Coroa de Ouro, reunindo coragem para a aventura que se estendia a minha frente. Por fim acabei ingressando na carruagem que me levaria a passagem de Borgo, 350 metros acima do nível do mar onde esperei a carruagem de Drácula vir me buscar.

O vento forte e a altitude já eram o suficiente para fazer crescer a semente do medo dentro da alma de qualquer mortal, mas a visão da carruagem do Conde chegando era definitivamente um aviso: eu não deveria estar ali. Não que a carruagem fosse feia ou algo assim, mas nem todo o luxo ostentado pela mesma era capaz de desviar a atenção da escuridão que a envolvia, impregnada na própria madeira negra exuberantemente trabalhada.

A carruagem dá muito mais medo de perto e no meio da noite, acreditem!

A viagem a partir daí tornou-se um mistério a parte, pois muito pouco eu fui capaz de observar por entre as cortinas negras do assombrado veiculo. Tudo o que posso afirmar com certeza é que foi a meia noite em ponto que chegamos ao nosso destino. O Castelo erguia-se imponente entre os relâmpagos misteriosos que aos poucos revelavam o profundo penhasco que o envolvia.

A cada passo que dava em sua direção o castelo parecia mais e mais real, exibindo um misto de requinte e abandono que lhe conferiam um estranho porem inegável charme.

O mesmo vale para o Castelo...

Recebido pelo próprio Conde, foi-me dado acesso quase irrestrito as dependências do castelo, excetuando-se a Ala Oeste, que mesmo de longe, exibia-se muito mais confortável e humana que o restante do castelo e que, paralelamente, tornara-se inocupada através dos anos.

O restante do Castelo mantém o mesmo padrão de beleza que sua fachada. Livros raros empoeirados, amplos salões abandonados ou tomados por aranhas e morcegos, etc. Há também uma capela, em ruías, que guarda os caixões do Conde e de sua família, mas por mais que meu desejo e minha curiosidade me impelissem a visitá-la de uma forma mais profunda, as palavras do Conde me alertaram do perigo que correria ali, me fazendo bater em retirada quase que imediatamente.

O restante da noite é um mistério para mim, mas, no dia seguinte, estava novamente no Coroa de Ouro, com um pequeno curativo no pescoço, informando que o preço da minha viajem já havia sido quitado.”

Espero que tenham gostado do pequeno passeio e que guardem bem minhas palavras para que a curiosidade um dia não os leve a um caminho do qual não possam voltar. Pessoalmente, se vocês quiserem ver um covil de vampiros e não passar por todo esse perigo, eu sugiro que visitem a residência dos Cullen e imaginem que no lugar dos colecionáveis da Hello Kitty e dos posters de unicórnios brilhantes existam pedaços de corpos humanos, sangue e caixões.

Que fique claro que o meu problema é com vampiros que brilham e nada mais !

Semana que vem venho com a ultima etapa da minha viagem pelas terras de Tolkien, aguardem!

O Peregrino!

P.S. As opiniões expressadas nesse post não refletem a opinião do autor homenageado.

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2 respostas em “Especial Adriano Siqueira – O Castelo do Drácula

  1. Não quero ir na casa dos Cullen, será que alguém ta afim de me acompanhar e seguir os passos do Peregrino pro Castelo do Conde Drácula?

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