Bestiário do Arena II

Bem vindos, novamente ao meu Bestiário, caros leitores…

Espero que tenham gostado da apresentação da minha magnífica ave, agora venho aqui para apresentar a vocês outro animal fantástico.
Quanto a aquele Peregrino displicente… Não deveria nem dirigir-me a ele, mais é até engraçado velô correr de minotauros. Ah por falar nisso viram sua ultima aparição?
Não ficarei falando muito, se quiser ver as suas aventurazinhas vá até a parte de cima da arena, lá encontrara todos seus relatos.

Não sou qualquer domadora de bichinhos, então lhes peço para que não subestimem meus bebês. Principalmente este, O Rei das Serpentes, com habilidades letais pode matar qualquer um de vocês com um simples olhar. Já sabem de quem eu estou falando?

Enquanto eu estiver aqui, ele permanecerá vendado, para a segurança de todos…

Leonardo da Vinci já descreveu sua crueldade. E há especulações sobre sua origem. Conheçam agora, O Basilisco.

Supunha-se que nascia do ovo de um galo, chocado por sapos. Como já disse, O Rei das Serpentes era temido por seus semelhantes e súditos, muito sensatamente tinham medo só de ouvir seu sibilar e de que depois fossem notados por seus olhos fatais, que os queimariam. Ainda que estivessem se banqueteando com uma deliciosa presa, paravam e iam embora, deixando-a de presente para seu monarca. Esta nobre serpente possui, quando femea uma coroa dourada em sua cabeça, quando macho uma pluma vermelha ou negra, fato que também já foi citado por Plínio, o velho. Esta “Coroa” lhe conferia a posição distinta entre os demais répteis.

Em Zadig de Voltaire, o Basilisco é descrito como um animal muito raro, como é de fato, que só pode ser tocado por mulheres.

Já em “Devoradores de Mortos”, considerado o relato mais antigo da cultura Viking, escrito por Michael Crichton, o Basilisco é citado, dando a entender que seria melhor evitar um confronto direto, com a criatura. Com razão obviamente.

Pois assim como se conta no mitologia, se você estocar uma espada no basilisco seu veneno percorrera a espada até alcançar o braço daquele que o atacou.

Confesso que o que me dá mais trabalho nessa belíssima criatura, é o fato de não se dar bem com Adônis. Ah, é não lhes apresentei ele ainda não é mesmo? Ficará para uma próxima. Como eu ia dizendo, Basiliscos não gostam de Grifos, vivem em confronto. Em contraponto, se dá muito bem, com Beatrice, outro ser magnífico que não lhes apresentei, uma Cocatrice adorável que acaba sendo vinculada a família do Basilisco.

Não digo isso com muita alegria, mais essa poderosa serpente também possui serventia depois de morta. Se sua carcaça é colocada em casas particulares ou templos como o de Apolo e Diana, já era motivo o suficiente para andorinhas e aranhas não se atreverem penetrar no sagrado recinto.

Os poderes do Basilisco são atestados por vários sábios como Aviceno, Galeno, Scaliger, e uma vez foi contestado pelo médico Jonston que faz a seguinte observação:
“Seria difícil de acreditar que ele mata com o olhar, pois, assim sendo, quem o teria visto e continuado vivo para contar o caso?”

Uma observação digna de respeito. Porém, tem de se lembrar que existem técnicas para não entrar no campo de visão do Basilisco.

Como? Se eu as usei?

Não lhes contarei por hora…

Mas, deixarei mais algumas informações úteis sobre esse aspecto.

Mais Informações:

  • Outras maneiras de como foi descrito:

Para a heráldica, o Basilisco é visto como um animal semelhante a um dragão com cabeça de galo; em outras  porém, a criatura é descrita como um lagarto gigante (as vezes com muitas patas).

Há também uma aparição do Basilisco nos livros de Harry Potter, mas nada sei sobre seu poder para destruir Horcrux ou sobre o tal ofidioglota Herpo, o Sujo, a quem a autora parece creditar sua criação.

Como se enfrentar e vencer uma batalha com um Basilisco:

A melhor opção seria se aproximar da criatura utilizando um espelho como escudo, pois o melhor meio de espanta-lo é utilizar seu próprio reflexo.

Um animal que dizem temer o Basilisco é o galo, ou melhor seu canto ou até doninha não se preocupava e entrava na luta ousadamente. Quando mordida, retirava-se por algum tempo para ingerir a arruda, que era a única planta que o Basilisco não fazia murchar, e voltava a atacar com redobrado vigor e coragem.

“Não arrasta o corpo, como as outras serpentes, por meio de uma flexão múltipla, mas avança firme e ereto. Mata os arbustos, não somente pelo contato, mas respirando sobre eles e fende as rochas, tal é o poder maligno que nele existe.” Plínio (Naturalista Romano)

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3 respostas em “Bestiário do Arena II

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