“O Senhor das Sombras” – resenha

“E quanto ao que eu penso sobre tudo isso?”

Não se pode dizer que esta é a primeira vez que falo sobre uma obra de Leandro Reis. Resenhei em outra oportunidade seu conto “A Bruxa Vermelha”, que faz parte da coletânea “Tratado Secreto de Magia” da qual dois dos autores deste blog tiveram a chance de participar; e, antes deste, dei minha humilde opinião sobre o primeiro livro do Legado Goldshine, “Filhos de Galagah” (aos interessados, aqui esta o link da resenha: http://niniveleikis.blogspot.com/2010/05/comecando-nos-movimentar.html). Agora, em outro terreno, tenho a chance de expor meus pensamentos à respeito do segundo livro do Legado:

“O Senhor das Sombras”

Novamente, Leandro Reis armou uma armadilha para todos nós. Foi colocada cuidadosamente logo na primeira linha do livro, e é programada para soltá-lo, em parte, única e exclusivamente, quando alcançar o final. Esta armadilha prende o seu corpo a um transporte intangível que o levará por uma viagem inesquecível, recheada de tudo e mais um pouco. Uma vez mais, fui encantada pela maneira palpável com a qual @Radrak recita suas histórias, era como estar ao lado dele sendo capaz de ver o brilho de seus olhos por trás dos óculos, ou, mais ainda, era como estar no meio dos heróis, se preparando para empunhar as armas e avançar na direção dos inimigos, cruzando as planícies bárbaras como se fôssemos parte daquele mundo, sedentos pela pós-vida dos mortos vivos liderado pelos comandados de Enelock.

Contrastando com o primeiro livro da trilogia, no qual houveram muitos diálogos, planos, ameaças e viagens, este livro conta com uma palavra essencialmente, que se expressa de duas maneiras distintas, mas não paralelas. E esta palavra é: conflito.

Neste trajeto conhecemos mais à respeito de Iallanara Nindra (o rubi brilhante dos meus olhos), também chamada de Bruxa Vermelha, e uma das personagens com o histórico e personalidade mais complicados de todo o grupo que acompanha a princesa e campeã sagrada Galatea Goldshine. E não somente sobre ela obteremos conhecimento, mas também sobre aquele que tornou a vida da Templaris um inferno, e também deu nome ao livro, Sukemarantus, o senhor das sombras. Adoraria dizer exatamente o que sabemos sobre eles, mas estaria matando o principal motivo para lerem o livro, e não seria tão sacana assim com o autor (apesar dele ter sido, e muito,comigo, dando um falso spoiler).

Ao mesmo tempo o grupo alcança as planícies bárbaras, em busca da segunda criança marcada (o que é isso? Aconselho que leia o livro *má*), e não encontram somente ela, mas como um grupo de tribos que não se dão tão bem quanto deveriam, e uma guerra que iniciou-se nos reinos conhecidos e vem se arrastando para aquela terra independente. Isso para não falar do caminho pela Floresta dos Enforcados que foi necessário para alcançarem este ponto.

Mas, o livro não seria tão incrível, apesar de sua história fascinante e sua narrativa envolvente, se não fosse pelas personagens envolvidas. Pode ser um conceito meu, mas personagens são extremamente importantes para que eu seja hipnotizada. Além daquelas que já conhecíamos, e pelas quais temos grande estima, novos rostos surgiram.

Helena, a Sacerdotiza de Aisha. Adam, Filho de Oberil.  Helen, Pena de Águia. Lorien, o protetor da criança. Elpino, o líder dos lamassus, dentre vários outros.

Não hesito em dizer que, dentre estes, meu favorito se tornou rapidamente Lorien e sua falta de respeito pelas tradições dos “civilizados”, honrando apenas o que ele achava correto.

Finalizo pedindo desculpas por não dar mais detalhes, mas seria cruel da minha parte estragar a surpresa. Minha função é incitá-los a ler algo que merece ser lido, como é este caso. Aos interessados, podem saber mais sobre o universo da história do site do autor www.grinmelken.com.br e seguí-lo no twitter @Radrak.

Nínive Leikis

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5 respostas em ““O Senhor das Sombras” – resenha

  1. Esse livro é realmente muito bom. Ninive tem toda a razão em exaltá-lo dessa forma. Terminei de ler há pouco tempo e estou louca de vontade de ler a continuação (pena que só o ano que vem!).

    Os personagens existentes ficaram ainda mais intrigantes. Até a paladina certinha (Galatea) comete um grande deslize. E os novos personagens são muito bem desenvolvidos. Como Ninive, gostei bastante do Lorien dentre eles.

    Ah! E claro que, não posso deixar de mencionar uma fala de Gawyn, perante o líder dos lamassus – raça de leões alados e honrados guerreiros.
    “Eu responderei suas perguntas agora.” diz o líder dos lamassus
    “Como vocês nascem? De ovos?” é a pergunta de Gawyn

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